Depois do
teaser publicitário e da fotografia da
cidade velha (
old town) de Dubrovnik que o Zé publicou, inicio aqui o nosso relato dos fantásticos dias passados nos balcãs. Fomos até à costa croata - se bem se lembram, já por
lá tínhamos andado - mas como foi no penúltimo dia da nossa longa viagem Portugal-Albânia e com um terrível mau-tempo, ficou a promessa de um regresso mais prolongado. E assim foi...
No 1º de Maio, lá pelas 8 e meia da manhã saímos direcção a Norte até à fronteira com o Montenegro. É uma das melhores estradas da Albânia e por isso os cerca de 150 km até Shkodra foram feitos em cerca de duas horas. Cruzar as cidades albanesas é sempre uma aventura, mas graças ao CoPilot Live (o fantástico GPS que o Zé comprou na internet) lá conseguimos contornar um pouco o centro da cidade e seguir em direcção à saída do país. Já conhecíamos uma das fronteiras pelo Norte, da Albânia para o Montenegro, mas como tinha sido um pouco complicado encontrá-la e desta vez queríamos visitar Podgorica (a capital do Montenegro) e o interior do país, lá fomos mais uma vez à descoberta...
Esta fronteira fica junto a um enorme lago existente na parte sul do Montenegro e é a principal entrada de mercadorias por via terrestre na Albânia e por isso quando chegámos depará-mo-nos com filas de camiões estacionados de ambos os lados da fronteira e da estrada a cumprir os necessários controlos alfandegários.
Cumpridas as diligências fronteiriças, lá calcorreámos os cerca de 50 km até Podgorica. É uma cidade bastante pequena, tal como Tirana, em franco crescimento no que à construção de edifícios comerciais e residenciais diz respeito. No Montenegro, embora não seja ainda um país da União Europeia, a moeda local é o EURO. Aspecto curioso destes novos países que saídos da antiga República Jugoslava já estão no caminho da integração numa outra União... desta vez mais próspera e mais alargada a Ocidente!
Pela hora do almoço, o JRT como habitualmente 'farejou' bem um local para nos deliciarmos com umas receitas montenegrinas.
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| A entrada para o local do almoço |
O borrego assado lentamente
na panela de ferro estava uma verdadeira delícia e os
bolinhos à base de milho que surgiram surpreendentemente no cesto do pão, foram uma das iguarias a não esquecer...
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| Alguns dos artistas... |
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A banda sonora deste almoço foi sublime - o coaxar das rãs, o grasnar dos patos e o chilrear dos passarinhos... Alguns dos músicos acompanharam-nos no final da refeição, como não podia deixar de ser..
Continuamos a viagem até à fronteira com a Bósnia Herzegovina por uma estrada que faz parte da rota de vinhos montenegrinos com paisagens lindíssimas.
Mas se a paisagem do Montenegro é efectivamente muito bonita, mais surpreendente foi o que encontrámos na Bósnia. Talvez porque as referências mais recentes que temos da Bósnia é de um país devastado pela guerra e pelos massacres terríveis em Sarajevo, nas nossas cabeças não constava o que acabámos por encontrar. Valeu a pena...
Já no final da nossa jornada, lá tivemos a desagradável espera na fronteira entre a Bósnia e a Croácia, demorando mais de duas horas e meia para que cerca de 70 viaturas pudessem cruzar uma simples cancela com dois guardas que separa os dois países, já muito perto de Dubrovnik.
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| Direita, esquerda ou em frente??? |
Chegámos ao hotel por volta das sete da tarde depois de um dia de passeio fantástico. E depois de instalados no hotel onde já tínhamos pernoitado na viagem anterior, fomos jantar um belo pregado grelhado num dos restaurantes do hotel.
(To be continued...)