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domingo, 1 de dezembro de 2013

Os ciclos da vida

Durante este último ano e meio, as nossas experiências albanesas têm sido essencialmente positivas, mas como a vida tem esta inesgotável capacidade de nos surpreender - por vezes, com aspetos negativos, também - ficam hoje os registos das nossas maleitas e outros momentos menos agradáveis... finalmente todos superados...

Há quem brinque comigo, dizendo que não há férias em Portugal com a Carmo sem uma ida a um Centro de Saúde ou a um hospital, ou na melhor das hipóteses, com direito a um valente temporal, mesmo que seja em pleno Verão... Ele há pessoas assim, a quem o 'direito ao trabalho' se manifesta em todo o sue esplendor!!!

Pois, por aqui não foi muito diferente! Mas, como têm testemunhado neste blogue mesmo assim tem dado para aproveitar... e em grande ;)

Para que nas nossas memórias fiquem também registados esses momentos de contato com os serviços de saúde albaneses, aqui estão as provas fatuais da assistência hospitalar providenciada...

Em modo 'antibiótico'
O novo transporte... por algumas semanas...
Entre episódios de urticária severa do Álvaro a menos de 24 horas de partida para Portugal com tratamento a soro e tudo, de uma grave pneumonia com direito a internamento hospitalar por 10 dias do Zé Manel após termos ficado sozinhos em Tirana e decidido aproveitar duas semanas de férias
até ao regresso a Portugal e de uma rutura de ligamentos que deu direito a gesso e canadianas após uma viagem a Bruxelas... tudo se ultrapassou!

Muito obrigada a todos os que nos assistiram nas maleitas do corpo e do espírito... mesmo à distância!! Tornou tudo bastante mais fácil!!!

domingo, 22 de setembro de 2013

O Sul da Albânia... uma estrada de cortar a respiração

Faltava-nos regressar a Tirana e mostrar aos nossos hóspedes as maravilhas que a Albânia tem. A costa da Albânia a Sul é um dos sítios mais interessantes para visitar, não só pelas praias, mas também pelas montanhas que temos de atravessar primeiro e de contornar depois...

Com o Francisco ao volante lá nos fizemos à estrada para fazer os 350 km de distância até Tirana! Primeiro sair da Grécia, mais fronteiras, mais filas de espera, mais caos... e depois atravessar umas cordilheiras para que chegássemos à costa albanesa...

A costa sudoeste da Albânia

Ainda em estado selvagem, este pedaço da Albânia é uma "jóia" a explorar. É pena que as construções ilegais em demasia já façam mossa na paisagem natural, mas nada que algum planeamento urbanístico não possa corrigir. Pelo caminho, descobrimos mais um tesouro de veraneio... uma praia, dois restaurantes em frente ao mar, um peixe grelhado escalado e um vinho branco italiano aconchegaram-nos verdadeiramente o estômago para os quilómetros restantes.

Uma ementa em Albanês para vos aguçar o apetite!

A estrada que nós já conhecíamos seria novamente um desafio para mim e para as minhas vertigens, mas desta vez foi ainda mais emocionante com o Mazda 2 a aguentar-se que nem um herói nas muitas curvas e subidas que se deparavam à sua frente. O Francisco só conseguia dizer "Isto é espectacular!", intercalado com "Isto merecia ser feito com outro carro...!!!????". Não percebemos porquê...???!!!

Chegados ao fim desta estrada de costa e a 1200 m de altitude, foi altura de "arrefecer os motores" e "controlar a ansiedade"...
A linha da costa percorrida

A arrefecer os motores

Tudo OK!!!

Depois de 12 horas de viagem, foi ótimo chegarmos a Tirana, em segurança e registar na memória estes fantásticos dias...

domingo, 21 de abril de 2013

A Primavera chegou a Tirana... e o balanço um ano depois da chegada

Faz hoje um ano que chegámos a Tirana! É verdade, já passou um ano desde que iniciámos esta aventura por terras albanesas e por isso é tempo de balanço e avaliação.

Primeiro, a ansiedade invadiu os nossos corações e pensamentos. Viver na Albânia por dois anos não foi planeado, não estava previsto e, para dizer a verdade, no início, quando a decisão foi tomada. muitas dúvidas e questões pairavam nas nossas cabeças: que tipo de país iríamos encontrar? que sociedade encontraríamos? como seriam as condições de vida (pessoais e profissionais)? como seriam os albaneses? como nos adaptaríamos?

Foi mais fácil do que imaginámos. O país está a desenvolver-se, a modernizar-se e a progredir em várias áreas, apesar dos seus imensos problemas políticos, sociais, económicos, ambientais e culturais. Da surpresa inicial passámos a ter uma compreensão de algumas práticas, de certos comportamentos e de muitos problemas.

O caótico trânsito, revelando um enorme desrepeito pelos peões e condutores, o desprezo pelo ambiente e a corrupção endémica são talvez os aspetos mais visíveis do caminho a percorrer por este país. Mas, por outro lado, o imenso progresso feito nestes 20 anos de transição - do mais fechado regime comunista da Europa de leste para uma incipiente democracia - não pode ser de modo nenhum ignorado.

As perplexidades são diárias: os contrastes sociais são muito evidentes, a falta de cultura democrática e as diferenças geracionais são marcos da sociedade albanesa. Os políticos e a política por aqui revelam traços de totalitarismo, baseados num Estado altamente centralizado e condicionado pelas pertenças político-partidárias, num nível sem paralelo em países da União Europeia, e até mesmo de outros países do leste europeu. Um Estado que se mostra forte e que todos os dias revela a sua fraqueza e falta de autoridade.

Talvez a ausência de 'respeito' pelos outros, seja a marca mais negativa das relações sociais, evidenciada no modo como conduzem, na falta de transparência entre setores público e privado, na perspetiva do enriquecimento fácil e da aparência artificial das marcas que marcam o status quo...

Mas, os sinais de mudança sao também muito evidentes: as novas gerações são 'europeias' em todas as suas práticas - falam inglês, grego e italiano (às vezes, alemão e espanhol); são jovens com ambições por um futuro coletivo e individual melhor; não aceitam as diferenças gritantes entre homens e mulheres que subsistem entre os mais velhos e mais pobres; partilham valores cosmopolitas e de abertura aos outros. Querem viver numa outra Albânia, mas ao mesmo tempo, sentem um enorme orgulho pelas suas marcas culturais e históricas.

Metade do nosso caminho já foi percorrido e a avaliação é claramente positiva. A comunidade portuguesa cresceu neste período - já somos oito! E a hospitalidade albanesa é, sem dúvida, uma das grandes mais-valias deste desconhecido país. Por aqui ficaremos mais um ano, partilhando as angústias do que se passa em Portugal e sofrendo à distância pelos nossos amigos, familiares e compatriotas que estão a ser profundamente atingidos por essa malfadada crise... e a fazer figas para que as coisas mudem e melhorem...

Por agora, falta agradecer a quem nos tem ajudado (e muito!) a termos uma boa adaptação. Ao Ylli e à Linda (os nossos senhorios), à nossa Etleva (a THD cá de casa), à Ms. Poshka (professora do Álvaro) e restantes professores da WAT, ao Fatmir (o motorista do Ylli que está sempre à nossa disposição para ajudar na resolução dos pequenos problemas domésticos e automobilísticos), à Teuta, à Jonida e à Eriola (elementos locais da minha equipa de trabalho e precioso apoio na minha vida profissional), à Ermira (que agora está a viver em Lisboa e com quem mato saudades das coisas boas da nossa terra), ao Merci (o meu treinador) e ao professor de hidro-gym do Nobis Welness Center (onde perdemos os quilos a mais), aos senhores e senhoras do bairro que nos atendem no supermercado, na mercearia, no cabeleireiro, no barbeiro, nos cafés, nos restaurantes e no restante comércio como se nos conhecessem desde sempre...

Shume falimenderit! E que nos aturem por mais um ano...

(Muito obrigada, em albanês)

sábado, 20 de abril de 2013

E a Grécia aqui tão perto... (Parte 2)

Continuando a nossa viagem pelo Nordeste grego, no segundo dia dirigimo-nos para a zona mais a sul da região da Macedónia. Fizemos a estrada costeira que nos conduz a algumas zonas de veraneio, embora por esta altura ainda não houvesse quem as estivesse a desfrutar!

A paisagem é bastante bonita e conseguimos encontrar uma pequena vila piscatória com um restaurante de peixe fresco onde nos deliciámos com uma petingas e uns biqueirões fritos e uma dourada do mar grelhada. Lembrou-nos a Manta Rota e os almoços de peixe fresco no nosso querido Algarve.




 Na verdade, somos todos povos mediterrânicos e por isso as semelhanças estão sempre mais presentes que as diferenças!!!


Depois continuámos o passeio, já não pela costa, mas pelo interior e voltámos a encontrar uma bonita paisagem rural. A chuva recomeçou e decidimos voltar ao hotel e a Salónica.


Numa das nossas voltas pelo centro da cidade no dia anterior à tarde, acabámos por encontrar completamente por acaso, a loja da Nespresso mas tinham fechado há dez minutos e por isso só na segunda, às 9h00, reabririam as portas.

Era segunda, o nosso último dia em Salónica (feriado na Albânia) e lá fomos reabastecer o stock de café até à próxima ida a Lisboa.

O destino nesse dia era Joanina, a cidade grega mais perto da outra fronteira com a Albânia, no noroeste da Grécia. A viagem foi por uma auto-estrada com dezenas de túneis, que se sucediam uns aos outros, com apenas poucos quilómetros de distância entre eles (as saudades que nós temos das nossas auto-estradas!!! Até perdoamos as PPP quando temos de nos confrontar com o estado miserável de algumas das infraestruturas rodoviárias da Albânia... ou a inexistência delas!) e para além de calma, foi muito interessante cruzarmos o norte da Grécia de uma ponta à outra. As montanhas cheias de neve e as aldeias que as povoam quebraram a ideia feita do país das ilhas gregas e das águas transparentes e cálidas ou das importantes ruínas testemunho do início da civilização ocidental.



Joanina é uma pequena vila situada nas margens de um lago com alguns pontos de interesse turístico - um Castelo, uma ilhota com um Mosteiro, uma vila antiga dentro da fortaleza do Castelo, e as grutas de Perama - e mais umas quantas atracções gastronómicas e culturais para desfrutar...


O que tem também é muita chuva, e logo no segundo dia por lá, pudemos testemunhar essa presença que teimou em continuar até à nossa partida. Decidimos, por isso, ir até à costa para ver se o tempo estaria melhor por lá - a uma vila chamada Iogumenitsa - e para ver do lado grego, o mar Adriático. Esta vila fica mesmo em frente ao mar, com ligações em ferry-boat para Corfu, Itália e Durres (Albânia).









Passeámos pela cidade e pelas línguas de terra que entram pelo mar dentro... O tempo é que não ajudou como se vê pelas imagens juntas...


De volta a Joanina, o tempo não permitiu grandes passeios, mas ainda me aventurei com o Álvaro numa caminhada pelas zonas mais rurais perto do nosso hotel.

No regresso a Tirana, lá nos confrontámos novamente com as famosas estradas em construção que os locais nos vão dizendo que ficarão prontas até ao Verão, e mais uma vez para fazer uns glorioso 300 km, demorámos 6 horas... Um dia será possível fazer esta distância em metade do tempo, mas por agora é o que temos... e até já estamos habituados!!

υποχρεωμένος pela vossa atenção!! Efregaristos...Ou, obrigada, para os amigos portugueses.

domingo, 26 de agosto de 2012

Mais sobre Agosto... JO, amigos e Elbasan

Poucos dias após a nossa chegada, começaram os JO 2012. Conseguimos ver bastantes transmissões graças às duas 'boxes' da ZON que aqui temos instaladas (isto e o Skype são os nossos principais elos de ligação com a nossa terra). Foram dias cheios de competição, medalhas e belas imagens de um espectáculo sempre a não perder. O Álvaro ficou bastante inspirado pelos JO através do fantástico Michael Phelps e do voador Usain Bolt. Os nossos remadores na canoagem permitiram-lhe também ficar bastante orgulhoso com o nosso país e as nossas medalhas de prata.

Nas primeiras semanas de Agosto tivemos também  dias difíceis, emocionalmente, por um lado a expectativa e preocupação com o estado de saúde do pai da Carmo,  por outro, a partida de três Amigos quase em dias seguidos, primeiro o Jorge poucos dias depois o Hernâni e logo a seguir um amigo dos tempos de Angola (1979/1980), o Lampreia. E mais uma vez a distância, que condiciona uma presença desejada mas difícil de gerir. Até o Álvaro, na inocência dos seus 8 anos, sentindo o quanto nos afectou este período teve esta 'saída'  com a Carmo: 'Deixa lá mãe se Agosto é o mês das mortes, Setembro vai ser o mês dos nascimentos'.

Mas falemos de coisas melhores, na passada segunda-feira (20/8) foi dia feriado aqui na Albânia (Al Barhaim) e decidimos que era a altura ideal para ir explorar um dos vários lagos que aqui existem. Desta vez dedicámo-nos ao Lago Ohrid. Este é um lago partilhado pela Albânia e pela Macedónia e após alguma pesquisa na net escolhemos o lado macedónio, pois tem duas pequenas cidades que são estâncias turísticas mais desenvolvidas do que do lado albanês.

Marcamos alojamento num dos poucos hotéis ainda com vagas (88 hotéis, 95% esgotados) o Villa Mina a 8 km da cidade com o mesmo nome do lago - Orhid (aqui voltaremos no próximo post).

Partimos de casa no sábado de manhã pela estrada de Elbasan cujos primeiros 30 km já conhecíamos, mas os 30 seguintes é que são 'bons'... tal como a Carmo gosta.
Sobe, sobe e continua a subir... com curvas e contra curvas apertadas e imensos artistas como aqueles que também temos aí que pensam que a estrada é só deles e que não podem ver ninguém à frente sem tentar logo ultrapassar.  Assim não é de admirar que para fazer uma etapa de 60 km se demore mais de duas horas.

A paisagem é de cortar a respiração principalmente nos pontos altos onde se conseguem ver várias cadeias de montanhas.

Depois como tudo o que sobe têm de descer, lá demos inicio a uma descida ainda mais íngreme do que a subida, em direcção a uma planície enorme onde se encontra uma das principais cidades albanesas a seguir à capital Tirana - a cidade de Elbasan.

Esta  é uma cidade do interior com restos de uma indústria pesada que existiu em tempos (siderurgias, instalações metalúrgicas...) e que hoje se dedica principalmente à agricultura e ao comércio.


Depois de tirar esta foto, e dado que  se aproximava a hora do almoço propus que o fizéssemos por aqui pois não nos parecia que depois houvesse algum sítio onde  fosse possível almoçar. Aqui surge a habitual dúvida, onde? Será que é bom? Então sugeri à Carmo que telefonasse ao Ylli Chabiri, que é o nosso contacto para resolver todo e qualquer problema que surja na nossa casa e que sabemos ser oriundo de Elbasan. A amabilidade e a simpatia dele e da senhoria têm sido inesgotáveis- são sócios numa empresa de consultoria na área dos recursos humanos e gerem em jeito de 'co-proprietários' o nosso apartamento.

Contato feito, situação explicada, pediu-nos alguns minutos para se informar da abertura ou não do restaurante que queria sugerir. Três minutos depois ligou-nos deu-nos as informações necessárias: disse-nos para irmos até ao centro e pararmos junto à Baskhia de Elbasan (Câmara Municipal)  onde haveria de aparecer alguém para nos levar até ao restaurante.

Assim que parámos, apareceu não o Ylli mas alguém que só podia ser o irmão dele de tão parecido que era.
Num inglês impecável apresentou-se e pediu-nos para seguirmos o carro dele. Cinco minutos depois chegámos à Taverna Antika onde nos deixou entregue à proprietária após nos ter apresentado e tendo dito que era uma boa amiga. O resto já se pode adivinhar...

Restaurante típico Albanês, bem decorado com mesas para cerca de 50 pessoas, sem menu escrito e quando tentámos saber o que comer ou o que nos poderia sugerir, a dona perguntou-nos o que pretendíamos beber? Vinho Albanês, respondemos. Então não se preocupem que a comida já virá. Ainda tentamos explicar o que queríamos para o Álvaro mas foi inútil. Garantimos as batatas fritas e que não viriam nem extremidades nem interiores de nenhum animal.

Foi uma excelente experiência de cozinha tradicional albanesa servida numa lógica de rodízio... o que fez com que ao sexto prato tivéssemos de dizer que ficávamos por ali!! Haveríamos de voltar e aí com amigos ou familiares para que pudéssemos dividir a tarefa comensal!

Continuaremos a descrição da viagem num próximo post.
Não percam, ju lutem (por favor, em albanês)!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Distância...


distância
nome feminino
1. espaço existente entre dois pontos, dois lugares ou dois objetos
2. lapso de tempo entre dois momentos; intervalo
3. separação; afastamento
4. desprendimento; desapego

amizade
nome feminino
1. afeição por uma pessoa; estima, simpatia
2. camaradagem, companheirismo, cumplicidade
3. entendimento, compreensão
4. dedicação, bondade
5. pessoa amiga

(in dicionário online Porto Editora)

Hoje acordei com a distância no pensamento.
Este “nome feminino” que me impede fisicamente de estar hoje onde queria.
Mas rapidamente dei por mim a substituir este nome por um outro também feminino. A AMIZADE.
Esta substituição permite-me "estar" hoje em Lisboa e viajar até Águeda acompanhando um AMIGO.

Boa viagem Jorge.


A foto seguinte foi tirada na Arruda pelo Álvaro Teixeira e enviada para publicação pelo Manuel Reis.

Penso ser uma boa homenagem do nosso grupo ao Amigo Jorge.